Abert prepara 25º Congresso
Evento, que acontecerá em maio, discutirá consolidação da TV digital, além da expectativa pela definição da tecnologia que será adotada para a digitalização do rádio digital no País
Para a radiodifusão brasileira, o grande desafio deste ano será a superação da crise econômica mundial. Neste cenário de turbulências financeiras, um dos desafios para o setor será a consolidação da TV digital, além da expectativa pela definição da tecnologia que será adotada para a digitalização do rádio digital no País. Essas questões estarão presentes no 25o Congresso da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que acontecerá entre os dias 19 e 21 de maio, em Brasília.
Além desses desafios, os representantes do setor discutirão as propostas de lei que visam maiores restrições à publicidade. Segundo o presidente da Abert, Daniel Slaviero, o tema é de extrema importância para o futuro do setor, que defende a liberdade de expressão comercial e a manutenção do bem-sucedido modelo implementado pelo mercado através do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar).
O presidente da Abert lamenta a crescente lista de produtos na mira das restrições, argumentando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não deve interferir sobre o que deve ou não ser anunciado na mídia. “Vamos mostrar ao longo deste ano que temos um sistema de auto-regulamentação que funciona”, adianta.
De acordo com Slaviero, mesmo diante dos primeiros indicativos de turbulência econômica, os empresários da radiodifusão permanecem confiantes e apostam na manutenção ou mesmo na ampliação dos investimentos publicitários, com expectativa de crescimento de 6% para o ano. Mas a crise deverá refletir nos investimentos a serem realizados.
Nas contas da Abert, boa parte dos investimentos nas plantas digitais foi feita com recursos próprios. Ou seja, ainda há recursos do BNDES disponíveis para digitalização das emissoras de TV, que se mantêm na ordem de R$ 1 bilhão. Essa linha deve ganhar importância, pois os empresários que trabalham com bancos privados já sentiram a redução da oferta de capital para o financiamento dos seus negócios.
TV digital
O setor aposta em 2009 como o ano de consolidação da TV digital, com as transmissões se ampliando para todas as capitais brasileiras e cidades com população acima de 500 mil habitantes. Além disso, o governo quer criar um cronograma para que os fabricantes de aparelhos de televisão passem a ter todos os seus produtos com a nova tecnologia.
Para Slaviero é viável acelerar o cronograma de implantação da TV digital. Ele cita como exemplo a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, onde o início das transmissões digitais ocorreu 18 meses antes do previsto inicialmente. Com relação aos preços ainda altos dos aparelhos de conversão do sinal e dos televisores com conversores embutidos, ele espera redução em breve, tendo em vista a produção maior de aparelhos.
Fonte: Meio&Mensagem